Domingo, 5 de Setembro de 2004
Tomás Salvador
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Um olhar sobre os Açores
por:Vanda Mendonça

As ilhas açorianas, as suas paisagens e as suas gentes, são o pano de fundo de uma exposição de fotografia de Tomás Salvador, patente no Centro Cultural e de Congressos de Angra, até 10 de Setembro. O fotógrafo apaixonou-se pelos Açores durante umas férias passadas no arquipélago, no Verão de 2003.
“Vim aqui há um ano, porque já me tinham falado muito disto. Fiz o curso de mergulho antes de vir e vim fazer férias. Sempre gostei muito da natureza e de conhecer pessoa e sítios”, conta.
“Estive dois meses nos Açores e não tive tempo para ver tudo. Passei na Terceira, Faial, São Jorge, Pico, Flores e Corvo. Andei de um lado para o outro o máximo de tempo que consegui. De carro, de mota… Corri todos os pontos da costa e do interior. Conheci muita gente, vi muitas festas e adorei”, acrescenta.
Como todos os turistas, Tomás Salvador foi registando as suas descobertas, os locais, os momentos e as pessoas através da fotografia. A mostra patente no Centro Cultural de Angra é uma pequena parcela desse álbum de recordações.
“Ia com a câmara e ia fotografando de vez em quando. Para ser sincero, até nem foi tanto pela motivação de fotografar. Inclusive, quando cheguei às Flores já nem fotografei, pois estava de férias e não estava par aí virado. Queria estar com as pessoas e estar com calma sem ter de fazer a fotografia porque tinha de fazer”, explica.
“Aquelas que fiz foram porque senti que tinha de registar aquilo que via, que era lindíssimo. Nunca tinha sentido a força da terra, do mar e dos céus como cá. Foi um grande impacto. Eu vim sozinho, mas os dias passam e vamos começando a sentir-nos parte do meio”, diz.
A realização de uma exposição de fotografia foi o pretexto ideal para regressar aos Açores. O fotógrafo contactou a Câmara de Angra, que gostou do seu trabalho e resolveu apresentá-lo ao público terceirense.

Conselho de amigo
Tomás Salvador nasceu na cidade do Porto há 29 anos. Terminado o ensino secundário, ingressou no curso de Relações Internacionais, que acabou por não concluir.
“Deixei o curso porque não me via mesmo a fazer alguma coisa relacionada com Relações Internacionais. Sempre fui uma pessoa muito independente e deixei o curso e fui para Inglaterra ganhar a vida a fazer todo o tipo de coisas”, conta.
A fotografia entrou na sua vida por acaso. “Na altura não sabia o que ia fazer. Então dois amigos meus, que, na altura, também tinham deixado os cursos para se dedicarem à pintura, sugeriram-me a fotografia. Não sei porquê, pensavam que eu devia ter jeito. Eu tinha 23 anos e nunca tinha pensado em fotografia”, recorda.
“A fotografia surgiu como uma salvação, porque queria ter alguma coisa que me pudesse ligar monetariamente à vida”, afirma.
Entusiasmado com a ideia, começou a comprar livros de fotografia e, durante três anos, foi autodidacta. As saudades da terra natal, fazem-no regressar ao Porto, onde faz o curso de Fotografia, no Instituto Português de Fotografia.
“A formação que tive foi dos livros de fotografia. A fotografia é uma coisa simples. Não é uma coisa muito complicada, pois tem poucas variáveis. Se se souber aquilo que cada coisa faz, depois é uma questão de, com o tempo, ir explorando até onde se pode ir”, sublinha.

Fotografar por prazer
Tomás Salvador é fotógrafo free-lancer, desde Dezembro de 2003. Desde então, participou já também em diversas exposições individuais e colectivas, na cidade Invicta.
“Até agora tenho tido sorte. Tudo aquilo a que me tenho proposto tem sido aceite. Mas estou ciente de que isto não vai durar sempre”, refere.
O último trabalho que realizou foi para uma Junta de Freguesia da cidade do Porto. O artista propôs fotografar diferentes zonas da freguesia, inclusive bairros sociais, e realizar uma exposição de rua em cada uma dessas zonas. O objectivo foi levar as pessoas a “verem o que se passa no sítio onde vivem, porque de outra forma não o viam”, explica.
O trabalho como free-lancer tem-lhe permitido sobreviver e, sobretudo, fazer o que gosta. “Tem dado para sobreviver”, afirma.
“Em termos de exposições, também tenho vendido, mas não é fácil. É difícil vender fotografias. Enquanto um quadro pode ter várias interpretações, uma fotografia não. Uma fotografia real é sempre aquilo, é só aquela imagem. Ou seja, a pessoa tem de gostar mesmo muito para tê-la na sala, a ponto de querer vê-la todos os dias”, salienta.
Em relação ao futuro, Tomás Salvador pretende continuar a explorar a arte da fotografia, sempre com muito prazer à mistura.
“Gostava de continuar a fazer este tipo de coisas. No fundo, há é que ter ideias de fotografar aquilo que pode proporcionar algum gozo e tentar vendê-las a quem possa estar interessado”, diz. E conclui: “Não estou propriamente ainda numa fase em que pense «só quero fotografar isto» ou «só fotografo se for isto». Estou aberto a qualquer tipo de coisa desde que me dê gozo fotografar”.


publicado por sys.systen às 23:58
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