Domingo, 22 de Agosto de 2004
Avião da TAP e da OMNI não estavam em rota de colisão
Garante o director do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes em Aeronaves
Avião da TAP e da OMNI não estavam em rota de colisão (22/08 | 11:06)

Se tivessem mantido a sua rota, o Airbus A310 da TAP e o aparelho operado pela OMNI que estiveram envolvidos no incidente de anteontem, próximo da base das Lajes, nos Açores, não iam colidir, garante o director do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes em Aeronaves (GPIAA), Anacleto Santos. "Os aparelhos estavam suficientemente perto para fazer accionar os sistemas de alarme. Havia um conflito de proximidade, mas não um conflito real. Mas perante o alarme, o piloto da TAP tinha que ter tomado a decisão que tomou", esclarece.


A verdade, continua o director do gabinete a quem compete coordenar e acompanhar as investigações, é que os dois aparelhos estavam separados por menos de mil pés de altitude (cerca de 300 metros), que é a distância de segurança mínima. "Porquê? É isto que precisamos de apurar", explica Anacleto Santos. Lateralmente, o Airbus A310 e o Beechcraft distavam cinco milhas de distância (cerca de nove quilómetros), sendo que o piloto da OMNI conseguia ver o aparelho da TAP.

"Se os dois aviões mantivessem a rota que estavam a seguir não colidiam. Mas estes sistemas de alarme estão sobretudo concebidos para situações de falta de visibilidade. E um piloto pode sempre fazer uma manobra que acabe por desencadear uma situação de risco. Por isso é necessário manter margens de prevenção", explica ainda.

Quanto às primeiras conclusões sobre o incidente que se saldou em 38 feridos ligeiros entre os passageiros que se seguiam a bordo do Airbus da transportadora aérea portuguesa, depois do piloto ter sido avisado pelo sistema de alerta de tráfego que teria de fazer uma descida rápida de dois mil metros, deverão ser conhecidas na próxima semana.

De acordo com Anacleto Santos, ainda se está a proceder à recolha de alguns dados fundamentais. Entretanto já foi ouvida a tripulação do Airbus A310 bem como o "cockpit voice recorder", que regista as comunicações entre pilotos e as que vêm do exterior. Falta descodificar e analisar os dados gravados nas chamadas "caixas negras" dos aviões. "Segunda-feira, o gabinete vai reunir-se e, perante o material coligido, é natural que já tenhamos uma ideia mais ou menos formada do que poderá ter acontecido", informa o director do GPIAA.

Para já, Anacleto Santos garante que "é completamente prematuro" dizer-se que se tratou de um erro humano, seja da parte da tripulação, seja dos controladores. Esta é apenas uma das vertentes sob investigação, mas outros dois factores poderão ter contribuído para o incidente: os procedimentos, que poderão ter sido cumpridos mas que podem estar desajustados e necessitem de ser corrigidos; ou ainda a nível material, no que diz respeito ao estado dos radares e sistemas de segurança dos aparelhos. "Normalmente, não é apenas um dos factores que está na origem dos acidentes. É um conjunto de situações que contribuem para que algo corra mal".

Para além de elementos do GPIAA, a comissão que está a investigar o incidente integra pessoal da Navegação Aérea de Portugal, da Força Aérea Portuguesa e dos gabinetes de segurança da TAP e da OMNI.


publico.pt



publicado por sys.systen às 11:58
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Ficaram separados por cinco milhas Avião Airbus da TAP não esteve em risco
Os dois aviões envolvidos num incidente perto do aeroporto das Lajes não estiveram em risco de colisão graças à rápida reacção dos pilotos.

Os aviões Airbus da TAP-Air Portugal e Beechcraft, da empresa OMNI não estiveram em risco de colisão durante o incidente ocorrido ontem de manhã próximo do aeroporto das Lajes.
Uma fonte do gabinete de Investigação de Incidentes e Acidentes de Viação disse ontem ao DI que os dois aparelhos tiveram uma aproximação máxima de cinco milhas (oito quilómetros).
Adiantou que os primeiros dados recolhidos indicam que o piloto do Airbus da TAP foi alterado para a possibilidade de colisão pelo sistema TCAS (Trafic Collision Avoid Sistem), um aparelho que faz parte dos instrumentos disponíveis no “cockpit” do avião. Excluída está a hipótese de o piloto ter tido contacto visual com o bi-motor da OMNI.
Uma comissão daquele organismo que tem a competência de investigar os acidentes de viação registados em território português revelou que foram ouvidos ontem à tarde, nas instalações da TAP em Lisboa, os tripulantes do Airbus e que hoje serão ouvidos os controladores que estavam de serviço na torre de controlo do aeroporto das Lajes.
Os investigadores que chegam hoje à Terceira vão também ouvir as gravações das comunicações entre a aeronaves e a torre de controlo e verificar se existe alguma avaria nos equipamentos que transmitem as informações a partir de terra.
De acordo com a mesma fonte, o relatório da comissão de inquérito em curso deverá ser entregue na próxima semana.

TRAGÉDIA IMINENTE
Com 133 passageiros e oito tripulantes a bordo, o Airbus “A-310” da transportadora aérea portuguesa viu-se forçado a proceder a uma “manobra de emergência” para evitar colidir com um pequeno avião privado ao serviço da construtora civil Somague que tinha descolado das Lajes.
“O facto de alguns passageiros não terem naquela altura colocado o cinto de segurança terá estado na origem dos ferimentos e cerca de três dezenas de passageiros e dois tripulantes”, refere a TAP em comunicado.
O avião tinha descolado de Lisboa às 08h20 e acabou por aterrar “em segurança” às 09h40 no aeroporto das Lajes.
Entretanto, o avião em que ocorreu o incidente regressou vazio a Lisboa.
A TAP anunciou ontem a realização de um voo extraordinário com saída do aeroporto das Lajes às 23h55 para transportar os passageiros que deveriam ter viajado de manhã e que ficaram retidos mais de 12 horas na ilha.
Por outro lado, uma fonte da OMNI - Aviação e Tecnologia, disse ao DI que Beechcraft King Air 200 vai permanecer durante algum tempo em Lisboa para que sejam realizados trabalhos de manutenção.
O Beechcraft ao serviço da Somague nos Açores está equipado com dois motores turbo-élice, tem capacidade para oito ou dez passageiros, voando a uma velocidade de 285 milhas por hora.
A aeronave da OMNI leva a bordo apenas os dois tripulantes e prossegui o voo com destino a Lisboa.
Os pilotos dos dois aviões adoptaram o procedimento para casos de risco de colisão descendo e virando para a esquerda.

DI


publicado por sys.systen às 11:57
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 19 de Agosto de 2004
Até dia 29 Bordões de colecção no museu dos Altares
São de vários tipos de madeira, com dimensões e características diferentes. Os bordões de Manuel de Oliveira, 52 como a sua idade, estão em exposição no Núcleo Museológico dos Altares, de quarta-feira a domingo das 14h00 às 17h00, até dia 29.
Manuel de Oliveira começou a coleccionar bordões há cerca de vinte anos.
“Fui andando até chegar um ponto em que entendi que havia de fazer tantos bordões como anos que tinha”, conta.
Os bordões de Manuel de Oliveira são quase todos feitos pelo próprio, nos tempos livres.
“Tenho ali talvez três ou quatro que eu comprei, de resto eu é que fui arranjando aquilo. Pedia a quem tinha às vezes madeira e ia fazendo. Tem ali três ou quatro que não fiz as conteiras, de resto eu é que fiz as conteiras em todos”, refere.
São de pinho, vime, madeira do Brasil, criptoméria, folhado (espécie endémica), buxo, sabugueiro, negrito, trepadeira, eugenias, castanho, ou Louro, amoreira e até araçaleiro.
A conteira (ponta em metal), original, é feita com bocas de fogão a gás.
O seu bordão mais antigo, feito de madeira do Brasil, ganhou-o de um vizinho, em troca de um novo.
“Um vizinho meu tinha lá aquele bordão e eu dei-lhe um bordão para ele andar, para ele me dar aquele bordão para a minha colecção”, refere.

BORDÕES DOS TOIROS
Manuel de Oliveira não dispensa o seu bordão. Diz que ajuda a locomoção, quando está na vinha ou vai caçar. “É mais uma perna”, diz.
No entanto, admite que é um utensílio ultrapassado.
“A gente nova já não se importa saber com aquilo. Antigamente toda a gente tinha um bordão de ir para os toiros. Essa gente antiga, há 40 e 50 anos. Não se via um homem nos toiros sem um bordão”, lembra.
A sua colecção, acredita, um dia terá um fim.
“Eu não tenho rapazes, não tenho filho, aquilo é para se acabar, até pode acabar por apodrecer lá”, diz.
Confessa que gostaria que se desse continuidade a esta colecção de bordões, acreditando no interesse que poderá ter mais tarde.
“Aquilo mais daqui a anos podia ser uma coisa que se gostasse”, diz.
Esta exposição insere-se no objectivo do Núcleo Museológico dos Altares de manter uma dinâmica de actividades, envolvendo a população da freguesia.
“A ideia é fazer de vez em quando pequenas exposições temporárias”, refere Paulo Henrique Silva, da Junta de Freguesia dos Altares.
A próxima iniciativa será expor cinzeiros em pedra mole.

NUCLEO MUSEOLÓGICO
O Núcleo Museológico dos Altares, inaugurado em Maio, reúne memórias da freguesia dos em termos de património cultural e natural.
Uma exposição de objectos e fotografias é completada com documentários em dvd (digital vídeo disc), que podem ser visionados em dois televisores, registos sonoros, e informação em computador, com esquemas, legendas e imagens.
Da área cultural pode destacar-se a olaria, representada pelo telhal dos Altares, o único do da Região e, possivelmente, do país onde se fabrica artesanalmente a telha regional.
Estão também presentes a vitivinicultura, a tecelagem, a agricultura e até o cinema.
O património natural divide-se entre a biodiversidade e a geodiversidade. Está representada a flora endémica dos Açores, que existe nos Altares, as grutas, vulcões, lagoas e as aves migratórias que por lá passam.
Neste espaço pode-se ainda comprar miniaturas das peças que se fazem no telhal, tabaco da terra ou tomar um chá de ervas caseiras.
O Núcleo Museológico dos Altares, instalado no edifício recuperado junto à igreja, é um projecto da Junta de Freguesia dos Altares, apoiado pelo programa LÍDER + e pela Câmara Municipal de Angra.


DI



publicado por sys.systen às 19:03
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 18 de Agosto de 2004
RECUPERAR A TRADIÇÃO
5592.jpg



A ilha Terceira e a Região nortenha de Macedo de Cavaleiros são os únicos lugares de Portugal onde se joga o emboca com regularidade. Para já, a freguesia de Santa Bárbara é a mais activa na preservação da secular tradição. O Gabinete do Desporto e Tempos Livres da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo pretende estender a modalidade a mais localidades. A começar pelos Altares.




Dentro dos chamados desportos tradicionais, o jogo do emboca é, com certeza, um dos mais apreciados na ilha Terceira. No sentido de recuperar a tradição, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (CMAH), através do respectivo Gabinete do Desporto e Tempos Livres, promoveu na freguesia de Santa Bárbara o I Torneio de Emboca, certame que reuniu uma dúzia de participantes. O triunfo coube a Valdemar Machado, após luta renhida com José Alves e José Carlos Bernardo.
A reportagem do DI/Revista foi conhecer um pouco melhor o que é, de facto, o jogo do emboca. Segundo Valdemar Machado, um dos grandes entusiastas da modalidade, “o emboca presentemente só é praticado na Terceira, sobretudo em Santa Bárbara, e na Região de Macedo de Cavaleiros, em Trás-os-Montes, o que não deixa de ser curioso”. Com o intuito de salvaguardar esta tradição secular “os jogadores mais velhos têm a preocupação de introduzir os mais novos na prática da modalidade”, acrescenta com visível satisfação.
Adianta que “durante cerca de trinta anos não se jogou emboca em Santa Bárbara. Foi então que reunimos um grupo de entusiastas do jogo. Conseguimos o espaço e, mais tarde, o material necessário. A partir daí, nunca mais parámos. Pelo meio, surgiram na ilha Terceira mais dois núcleos de emboca, em Santa Bárbara e nas Cinco Ribeiras, só que não vingaram”.
Recuando algumas décadas no tempo, Valdemar Machado lembra que “o emboca representava muito mais do que um simples jogo. Era um espaço de convívio formidável. Não tínhamos grandes alternativas naquela época. Como tal, entretinhamo-nos a jogar ao emboca. Passávamos tardes inteiras, nomeadamente ao domingo, a praticar a modalidade”.
Sempre com um brilho intenso no olhar, Valdemar Machado não se cansa de chamar à memória episódios de um passado temporal longínquo, mas, pelos vistos, guardados a sete chaves no baú das recordações. “Fazíamos amizades em todos os cantos da ilha. Ninguém gostava de perder, mas imperava o desportivismo e o bom senso”, nota.
O jogo do emboca fez história na ilha Terceira de Jesus Cristo. A multidão corria em massa aos terreiros para apreciar a qualidade técnica dos artistas. “Chegamos a ter praticantes excepcionais. Autênticos mestres na arte de jogar emboca. Por vezes, ficávamos parados a apreciar a perícia dos jogadores mais cotados, até porque a observar também se aprende”, considera o nosso interlocutor, um comunicador por excelência.

DESPORTO ADMIRADO
Elias Coelho é outra das figuras de referência do jogo do emboca. Com a saudade estampada no rosto, recorda “os magníficos jogadores” que conheceu ao longo de tantos e tantos anos. “Naquele tempo, os jogos tradicionais preenchiam as nossas reduzidas horas de lazer. Entre eles, o emboca ocupava um lugar especial, atendendo ao elevado número de entusiastas. Defrontei adversários de enorme talento e participei em partidas inesquecíveis”, assegura.
Acrescenta desde logo que o popular desporto foi sempre “muito apreciado e acarinhado” na freguesia de Santa Bárbara, pelos vistos, um verdadeiro ninho de praticantes. “Santa Bárbara chegou a ser o expoente máximo da modalidade na Terceira, quer na quantidade, quer na qualidade dos atletas, conquanto houvesse bons jogadores um pouco por toda a ilha”, reforça.
O jogo do emboca é igualmente pretexto para que um grupo de “jovens da terceira idade” passe as tardes, em jornadas de franco convívio e alegre camaradagem. “Aproveitamos para reviver outros tempos, em que tudo acontecia de forma diferente. As coisas eram menos agitadas. Estou com 83 anos, mas sinto-me com força e vontade para continuar a jogar”, remata cheio de convicção.

OFERECER CONDIÇÕES
A vereadora da edilidade angrense responsável pelo projecto de recuperação dos chamados desportos de raiz popular, Paula Aguiar, está deveras satisfeita com os resultados alcançados.
“Faz parte dos propósitos da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo a recuperação dos jogos tradicionais. Neste contexto, efectuámos um levantamento nas diversas freguesias dos jogos mais usuais e daqueles que ainda se praticam. Propusemo-nos de imediato apoiar e manter em actividade o jogo do emboca, atendendo a que existe em Santa Bárbara um grupo permanente”, declara Paula Aguiar ao DI/Revista.
“Deste modo, a CMAH procedeu a alguns melhoramentos no espaço utilizado para a prática da modalidade em Santa Bárbara, visando a competição e, ao mesmo tempo, o bem estar dos jogadores e acompanhantes. O entusiasmo é enorme. Basta dizer que temos pessoas de várias gerações, incluindo jovens que estão a aprender. Aliás, encontramos gente com mais de 80 anos, mas que mantém um espírito jovial notável”, congratula-se.
No âmbito da política traçada para esta matéria, a autarquia de Angra do Heroísmo pretende, a breve trecho, “recuperar um antigo espaço do jogo do emboca existente nas instalações da Casa do Povo dos Altares, uma vez que os responsáveis também se mostram interessados, o que pode criar um intercâmbio salutar entre as três freguesias vizinhas – Doze Ribeiras, Santa Bárbara e Altares”, sustenta.
Paula Aguiar sublinha que “ainda recentemente fui contactada por um jovem natural da ilha Terceira, estudante na Universidade de Rio Maior, que vai realizar a sua tese com base nos jogos tradicionais. O professor aconselhou-o, então, a que se debruçasse precisamente sobre o jogo do emboca, levando em linha de conta que a modalidade neste momento só é praticada na ilha Terceira e na Região de Macedo de Cavaleiros”.
“Pelo dinamismo que tenho observado nos mais novos, estou em crer que o jogo do emboca não corre o risco de desaparecer entre nós. Quem sabe se no futuro não podemos, inclusive, levar um ou outro dos nossos jogadores a Macedo de Cavaleiros? Seria uma troca de experiências, no mínimo, agradável. Para já, o objectivo prioritário é alargar o jogo do emboca a mais freguesias do concelho, até como forma de sensibilizar a juventude para a modalidade”, sugere.
Depois de apelar para que sejam desenvolvidos “os esforços necessários” para a recuperação da casa onde funciona o núcleo do jogo do emboca de Santa Bárbara, Paula Aguiar, em jeito de conclusão, afirmou que a Câmara Municipal da cidade açoriana Património Mundial “tem uma vasta lista de outros desportos tradicionais que deseja reactivar o mais rapidamente possível”.

JOGOS MUNICIPAIS
Em sequência desta pretensão, a CMAH está a levar a cabo durante o corrente mês de Agosto a VII edição dos Jogos Municipais de Angra do Heroísmo, evento em que os desportos tradicionais assumem, como é hábito, um papel de enorme relevo. Entende o elenco camarário que “a realização dos Jogos Municipais, que tem contado com a participação de diversas freguesias, confirma a importância desta iniciativa autárquica e reforça a sua aceitação, criando condições para o seu prosseguimento”.
“Contando desde o início com a representação significativa das freguesias do concelho, os Jogos Municipais têm constituído um espaço de encontro do desporto para a população, incentivado e dinamizado pelas Juntas de Freguesia, numa perspectiva de acção formativa de participação e solidariedade social”, acrescenta a entidade promotora do certame.
“Tal como nos anos anteriores, pretende-se que através dos VII Jogos Municipais a componente do convívio seja reforçada, mediante a oferta de novos e atractivos programas de recreação que vão permitir aos elementos de todas as freguesias presentes um melhor conhecimento mútuo, levando assim à prática um dos principais objectivos dos Jogos Municipais, criando um espaço de interacção, de convívio e de estímulo da prática desportiva entre as freguesias, dando importância aos interesses recreativos, culturais e afectivos de cada cidadão”, termina.
A VII edição dos Jogos Municipais está dividida em quatro sessões e decorre na zona de banhos da Prainha, parque de estacionamento do Bailão, zona balnear da Silveira e parque do Relvão. “O Peixe Cego”, “Tracção à Corda de Olhos Vendados”, “Triatlo na Cidade” (1ª sessão); “Travessia do Rio”, “Bicicleta Aventura”, “Bowling” (2ª sessão); “Reciclagem”, “Venha Água”, “Estafeta Aquática” (3ª sessão); “Corrida de Orientação”, Salada Tradicional” e “Peddy Paper” (4ª sessão) são os jogos agendados.
Com muita criatividade pelo meio, na edição em curso os responsáveis pretendem melhorar alguns jogos, através de uma reestruturação ou adaptação, de forma a possibilitar outras actividades que possam contribuir para um maior envolvimento de todos os participantes. “Todos estes jogos adaptados ou reestruturados procuram dar resposta aos interesses das pessoas que queiram aderir ao projecto”, garante a organização, preocupada em salvaguardar a riqueza histórica e cultural dos jogos tradicionais, embora não descurando os restantes aspectos mencionados.


RAÍZES DESCONHECIDAS
Virando agulhas noutra direcção, por aquilo que conseguimos apurar junto de alguns especialistas, desconhecem-se com exactidão as origens do jogo do emboca na ilha Terceira. Os próprios manuais existentes sobre jogos tradicionais na Região Autónoma dos Açores não fazem qualquer referência ao secular jogo.
Admite-se, no entanto, que o jogo do emboca possa ter entrado na Terceira da mesma forma que os restantes desportos de matriz popular, eventualmente com outro nome e características algo díspares. Neste quadro, as transformações que entretanto conheceu perdem-se no tempo. Quanto a datas, as dúvidas permanecem.
Todavia, como sublinhou uma das fontes contactadas pelo DI/Revista, “mais importante do que procurar o modo de introdução do jogo do emboca na ilha Terceira é, sem sombra de dúvida, encontrar as soluções adequadas para que o mesmo continue a ser praticado e passe de geração em geração, uma vez que estamos a falar de uma riqueza cultural incalculável”.
Seguro é que jogar ao emboca exige uma argola com espeto de ferro para se introduzir no chão, duas bolas de madeira (com o diâmetro tão largo quanto possível, mas que passem na argola de ferro), duas palhetas de madeira e um calço de madeira. Nada mais. Por outro lado, trata-se de um jogo com regras bastante acessíveis.


publicado por sys.systen às 21:13
link do post | comentar | favorito
|

No próximo fim-de-semana-- Furacão Danielle pode afectar tempo nos Açores
O estado do tempo no próximo fim-de-semana nos Açores será influenciado pelo furacão Danielle, formado ao largo do de Cabo Verde e que poderá passar no próximo sábado entre os grupos Ocidental e Central do arquipélago, embora com uma intensidade mais fraca, classificada pelos meteorologistas como tempestade tropical.
O movimento do Danielle está a ser seguido por serviços meteorologia, sobretudo, dos militares norte-americanos uma vez que a sua acção terá influência nas operações de aeronaves no Atlântico Norte.
O furacão Danielle estão no centro do Atlântico e as previsões indicam que poderá passar pelos Açores da noite de sábado para domingo com ventos entre os 80 e aos 110 quilómetros por hora.
O Danielle nasceu há alguns dias a Sul de Cabo Verde, seguiu uma rota para Oeste e depois voltou-se para Norte.
Cerca de 06h00 de ontem o furacão Danielle estava com ventos que atingiam os 180 quilómetros hora mas as rajadas chegaram a atingir os 220 quilómetros hora.
Na sexta-feira a intensidade dos ventos do Danielle vão baixar, passando a sua classificação de furacão para tempestade tropical.
Entretanto, uma fonte do Instituto de Meteorologia disse ontem que ainda é cedo para concluir que os Açores serão afectados.
“Não temos dados que nos permita concluir que o Danielle vai fazer sentir os seus efeitos”, disse a mesma fonte.
O Instituto de Meteorologia disponibiliza a previsão do tempo com três dias de antecedência.

DI

# vamos ver o anticiclone dos açores a funcionar .... chega aqui so em tempestade tropicar... pra lá vamos


publicado por sys.systen às 19:50
link do post | comentar | favorito
|

LANÇAMENTO EM SÃO BRÁS Reeditado livro sobre as ermidas da Terceira
A reedição do livro “As Ermidas da Ilha Terceira”, da autoria do padre Alfredo Lucas, é lançada no próximo sábado, dia 21, na freguesia de São Brás.
A cerimónia de lançamento da reedição do livro “As Ermidas da Ilha Terceira” tem lugar pelas 21H00 de sábado, no salão da Casa do Povo de São Brás, sendo orador o deputado Francisco Oliveira.
O padre Alfredo Lucas foi o primeiro pároco da freguesia de São Brás, sendo o livro “As Ermidas da Ilha Terceira” um documento único sobre este tipo de monumentos religiosos.


DI

# lançada no próximo sábado, dia 21, na freguesia de São Brás.
vale apena é uma recordação pra dar aos netos



publicado por sys.systen às 19:37
link do post | comentar | favorito
|

NO DIA 25 DESTE MÊS Veterinário lança livro em Angra
O livro “Memórias de um veterinário”, da autoria de Diocleciano Silva, é lançado no dia 25 deste mês em Angra do Heroísmo.
O lançamento da obra, que consiste num conjunto de pequenas histórias, decorre pelas 21H30, no Salão Nobre do Palacete Silveira e Paulo.
No prefácio do livro, José Luís Louro escreve que o médico veterinário Diocleciano Silva amplia, em curtas narrativas, “os seus diagnósticos e prognósticos a um tal ponto que a lição para nós, humanos, continua a ter o maior cabimento”.
José Luís Louro sublinha que em “Memórias de um veterinário”, caracterizado por uma “prosa limpa, despreocupada, cativante, raiando quase uma oralidade próxima da nossa tradição de contadores de histórias, o seu autor “ensina-nos a ultrapassar coxeaduras se tivermos um problema ortopédico; ensina-nos a encarar com optimismo uma situação de parto que se avizinha problemático; ensina-nos a dominar a dor sem ter que recorrer a anestésicos; ensina-nos a suturar auxiliados por agulhas improvisadas”.

DI

#lançado no dia 25 .decorre pelas 21H30, no Salão Nobre do Palacete Silveira e Paulo.
aparecem....


publicado por sys.systen às 19:33
link do post | comentar | favorito
|

Estradas de Angra Requalificadas
Estradas de 10 freguesias do concelho de Angra do Heroísmo estão integradas num projecto de pavimentação da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
A empreitada de “Requalificação e ampliação da rede viária do concelho de Angra do Heroísmo”, assinada com a empresa Jaime Ribeiro e Filho, tem um prazo de execução de 150 dias.
O investimento, no valor de 1 826 979,27 euro permitirá a pavimentação de 77 000 m2 de estrada.
Com esta obra está prevista a intervenção em 19 estradas municipais, através de abertura de novas vias ou de requalificação e beneficiação de vias já existentes.
Em São Bartolomeu será pavimentada a ligação Escampadouro-Ladeirinhas e a Canada das Duas Ribeiras; em Santa Bárbara a Canada do Caboço e Canada dos Terreiros; nas Doze Ribeiras, a Canada da Ribeira das Dez e Canada Velha; na Feteira a Canada da Fonte e a Canda do Parado; na rua da Conceição a Rua Dr. Aníbal Bettencourt e o Caminho do Cemitério; na Ribeirinha a Canada dos Rabos, em São Mateus a Canada do pombal, Canada de Entre os Muros e a Canada da Igreja; na Terra-Chã a Canada das Guerrilhas; em São Bento a Grota dos Calrinhos e no Porto Judeu a Rua João Caminho, Rua Jogo da Bola e Grota do Tapete.
A autarquia visa assim contribuir para a fixação da população nas diversas freguesias do concelho


DI


#vamos ver quanto tempo vai levar ...... as eleições ha porta nao sei ......


publicado por sys.systen às 19:28
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004
Queijo apreendido classificado de “Nojento” (pior nao podia ser)
Uma nova remessa de queijo dos Açores acaba de ser apreendida na fronteira dos Estados Unidos devido a problemas graves de qualidade.
Desta vez o queijo tinha como indicação de produtor a Cooperativa dos Lourais, de S. Jorge, e, após análise por peritos do Food and Drugs Administration (FDA), foi considerado “Nojento”.
Assim está escrito no “Violation Code”: “Reason: FILTHY. Charge: The article appears to consist in whole or in part of a filthy, putrid, or decomposed substance or be otherwise unfit for food”.
Tradução livre: “Razão: NOJENTO. Acusação: O artigo parece consistir, no todo ou em parte, numa substância nojenta, putrefacta ou decomposta, sendo, em qualquer caso, impróprio para consumo”.
O queijo açoriano é detido obrigatoriamente na fronteira dos EUA devido a alertas internacionais emitidos pelo FDA que apontam para perigo potencial de Listeria, Salmonela, E. Colli (em duas versões) e S. Aureus, tudo bactérias perigosas para a saúde humana.
O alerta e a detenção obrigatória aplicam-se a todo o queijo proveniente dos Açores. No entanto, são visadas em particular as cooperativas de S. Jorge e uma cooperativa do Faial.
A detenção do quejo dos Lourais fica expressa nos seguintes termos dos documentos do FDA:
“Cooperative Dairy Union of Sao Jorge Island (Lourais). Sao Jorge (Saint George) Islnd Azores, PT NYK-DO 312-0210321-9/1/1.12AGP99 CHEESE (STANDARDIZED),N.E.C.;PLASTIC, SYNTH;CULTURED/CURED”.


publicado por sys.systen às 23:41
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

A PARTIR DE SEGUNDA Curso de socorrismo na Cruz Vermelha (+1)
Um Curso For - Formação Básica de Socorrismo decorre na próxima semana na delegação de Angra do Heroísmo da Cruz Vermelha Portuguesa.
O curso começa na segunda-feira e decorre até ao dia 20.
Os interessados podem obter informações na Rua da Rocha, nº 28 ou através dos números de telefone 295 212669 - 295 212204, das 09 às 12H00 e entre as 14H00 e as 17H30.


publicado por sys.systen às 23:36
link do post | comentar | favorito
|

Informação
pesquisar
 
Maio 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


posts recentes

carlos moreira

Petição para libertar o s...

Terceiraçor Moto Club Pri...

Noiva de programador de j...

Violação de menor em Pont...

GMC Pad, o Carro-Casa do ...

Windows Vista Build 5308 ...

Virtualização: Microsoft ...

Internet Explorer: É grav...

Um novo systema operativ...

NASA exibira na quarta, a...

Casal termina relacioname...

arquivos

Maio 2007

Janeiro 2007

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Setembro 2004

Agosto 2004

Abril 2004

links
as minhas fotos
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds