Domingo, 5 de Setembro de 2004
Palácio Silveira e Paulo
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Acordar de séculos
por:Andreia Fernandes

Ao gosto “fim de século”, o palacete Silveira e Paulo constitui, na cidade de Angra, um dos mais notáveis exemplares da arquitectura de transição entre os séculos XIX e XX.
As artes decorativas nas salas e salões sublinham a magnificência do palácio, construído com recurso aos melhores materiais disponíveis na época.
Os sobrados e pavimentos elaboradamente marchetados em madeira de várias espécies e tons; os ferros fundidos das sacadas e torre; as sancas decorativas, em gesso com acabamento a folha de ouro, prata e pintura policromada são características que distinguem o edifício, objecto recente de um restauro criterioso.
Sobressaem ainda os trabalhos em estuque, por vezes polícromos, nos florões dos tectos e paredes das salas dos dois andares nobres.
Conta-se que os vidros coloridos do mirante foram postos para que se visse a paisagem envolvente nas tonalidades das diferentes estações do ano.
Um restauro criterioso permitiu que se mantivesse o edifício tal como era. Com apenas algumas adaptações às necessidades actuais, todas as salas foram objecto de restauro e de recuperação.
“Uma das características muito engraçadas deste edifício, em termos estruturais, aquilo que não se vê, é que há vigas de pinho resinoso, todas contraventadas. Ao longo de cada compartimento correm quatro tirantes metálicos que atravessam as vigas todas, o que lhe dá um tratamento e uma segurança para-sísmica grande”, refere José Correia Guedes, engenheiro que acompanhou a obra.
“Na parte estrutural é tudo original, foi tudo recuperado. No que diz respeito aos acabamentos, algumas das madeiras tiveram de ser substituídas. O chão entalhado, só foi possível recuperá-lo em dois compartimentos. Os outros dois, que ainda mostravam vestígios desse chão, houve que fazer tudo de novo.
“É muito engraçado porque o chão tem a estrutura de vigas, por cima tem uma espécie de soalho, mas, enquanto nos compartimentos menos nobres fica o soalho, nos outros esse soalho, depois, é coberto ainda por outros elementos de madeira entalhados, fazendo desenhos muito ricos no chão, como, por exemplo, no salão nobre. Houve que repor dois desses pavimentos já com processos modernos”, explica o engenheiro.
“É fundamental numa recuperação ter em atenção como funciona a estrutura tradicional e tentar não alterar. É ela que vai funcionar, ajudada por quaisquer malhas que se ponham nas paredes”, refere.
Algumas vigas da estrutura que foram extraídas, foram aproveitadas para substituir algumas tábuas de sobrado, ou para fazer reparações nas portas.
“Reciclámos todo o material que tirámos daqui. Os materiais principais conservámo-los o mais possível. Mantivemos a estrutura a funcionar. Reabilitámos a estrutura antiga, com uma excepção, que foram as chaminés.
“Com o sismo, as chaminés partiram, envolveram-nas com betão, foi uma boa solução na época porque consolidou as chaminés. Retirámos esse betão, verificámos que as chaminés estavam todas partidas, deve ter sido milagre não caírem no sismo de 80 e foram todas feitas de novo.
Há que reparar que as bocas são feitas em mármore, que foi reposto”, refere.
São quatro chaminés, todas a funcionar.
“Nós substituímos as chaminés por umas novas, mas pusemo-las exactamente ligadas ao sítio da cozinha, a funcionar”, sublinha Correia Guedes.

Materiais de luxo
Outra das características do palacete é que todos os materiais exteriores de revestimento, da fachada, vãos, janelas, portas e o próprio soco são importados do continente – lioz, mármore do Alentejo, pedra azul de Cascais – o que afirma o valor da obra.
“Neste palácio há tudo o que é de melhor”.
“As únicas peças dos vãos das portas e janelas que não eram em lioz eram em traquito. O traquito tem características que lhe conferem infelizmente perecibilidade. Se lhe entra água acaba por se desfazer. Estavam todas desfeitas em pó, e foram substituídas por lioz novamente trazido do continente.
“Nós procurámos nas próteses que fizemos aplicar exactamente os mesmos materiais e as mesmas receitas”.
Até os fechos e dobradiças das portas e janelas antigos foram utilizados.
“Estes fechos estavam todos pintados e, portanto, dissimulados. Um dia, sentei-me aqui com muita pachorra e uma faca e raspei a tinta toda e disse ao empreiteiro, ‘olhe eu quero os fechos assim e os que não houver faça-os de novo’. E assim foi, houve quinze fechos que tiveram de ser moldados a partir do fecho antigo e feitos de novo”, lembra o engenheiro.
Também foram aproveitadas as paredes interiores em tabique, ligadas às estruturas de pavimento e cobertura. “Têm também um efeito estrutural. Eu relembro que os tabiques no sismo de 80 salvaram muita gente, porque enquanto as paredes exteriores das casas se desfaziam, os tabiques conseguiram aguentar a estrutura”, lembra o engenheiro.
“O projecto não previa o aproveitamento das paredes de tabique. Nós, depois na obra, é que modificámos”.
Os tabiques têm uma estrutura de madeira. Antigamente, a primeira camada de revestimento levava cabelo humano ou crina de cavalo e, depois, era acabado com estuque (uma argamassa de cal, gesso e areia branca). O tecido que o cabelo humano constituía foi agora substituído por fibra de linho. O acabamento foi, depois pintado, mas em alguns tetos ainda se utilizaram os materiais originais para fazer a cor – cal pigmentada.
As escadas são de dois tipos, traduzindo a configuração das casas da época. Umas eram para os serviços, as grandes escadarias para os senhores, que corriam paralelas para evitar encontros.
Hoje em dia a escada de serviço foi transformada em caminho de fuga aos incêndios, preparada com materiais adequados.
“Um dos lances que estava muito degradado foi substituído, não conseguimos arranjar o pinho na medida em que foi dos últimos acabamentos. O pinho das vigas já tinha sido gasto na estrutura e nas portas e janelas e tivemos de importar madeira diferente, obviamente que já não existe esse produto, ou seria muito difícil encontrá-lo no mercado. Então substituímos por uma madeira muito parecida”, refere Correia Guedes.
Além do chão em madeira encontra-se também no palácio chão em mosaico, em xadrez preto e branco.
“Isto foi uma das primeiras aplicações do cimento. O cimento é do século XIX e uma das primeiras aplicações foi em mosaicos. São constituídos por uma base de cimento com uma camada de cimento branco mais rico com pigmento. Isto a partir de final do século XIX começou a ser muito utilizado. Veio substituir o lajeado de terra ou as pedrinhas miúdas. É já uma solução relativamente moderna.
“Aqui é todo novo. É um processo de fabrico artesanal. Este veio de uma fabriqueta que há no Alentejo”,diz Correia Guedes, referindo-se ao chão da sala de reuniões, instalada onde, no início, terá sido a copa do palácio.
“Mas aquilo que se podia aproveitou-se. Sempre na tentativa do restauro, seguindo a filosofia do restauro minimalista”, acrescenta.
“Tentámos seguir as lógicas do restauro, ao ponto de pedir aos serviços de Desenvolvimento Agrário que nos dessem uma ideia para o jardim”.
O resultado foi a plantação de espécies semelhantes à flora de São Tomé, onde os Silveira e Paulo foram fazer fortuna, como a bananeira ou o café.

Relevos decorativos
Os relevos em gesso, que decoram tectos e sancas também foram recuperados.
“Durante anos não se cuidou do gesso, a conservação não foi feita e muitos gessos estavam perdidos, pelo menos parcialmente. Aproveitámos as figuras existentes, que serviram como contra-molde.
O molde obtido foi cheio de gesso, conseguindo-se recuperar muitas das figuras e florões.
“Procurámos, sobretudo no salão nobre, fazer a recuperação dos gessos. Calculo que um quarto do salão nobre, com aquela sanca ricamente decorada, quanto a mim até excessivamente, mas era próprio da época.
“Para reconstituir aquelas cores utilizámos também os materiais originais, alguns dos quais eram o ouro e a prata. Aquela sanca tem ouro, pelo processo da talha dourada e prata. O decorador resolveu até, no canto mais problemático, que ainda tem um pouco de humidade, folhear a platina”, descreve Correia Guedes.
“Conseguimos refazer a maior parte das figuras em relevo das sancas de gesso e reconstituir a pintura e o folheado”.

Vista para a cidade
Da torre do palacete Silveira e Paulo vislumbra-se a cidade de Angra em todas as direcções.
“Penso que isso também foi uma tentativa de afirmação do construtor. Havia aqui um solar que foi deitado abaixo e no sítio foi construído este edifício. Ainda há restos desse solar do século XVIII”, refere.
Os vidros coloridos da torre são uma dificuldade que ainda se tenta ultrapassar, já que os antigos se partiram todos.
“Esses vidros coloridos tiveram que vir da Alemanha e não têm a transparência que nós gostávamos. Estamos a fazer uma investigação para ver se conseguimos realmente o vidro liso”, refere.
“O azul está correcto, o vermelho também está, só o castanho é que eu acho que não está bem”, acrescenta.
Correia Guedes enaltece a opção de recuperar o palácio. Afirma que mais dois ou três anos seriam fatais, passando o ponto de se poder restaurar.
“Este palácio tem requintes, é da época do palácio dos Sotto-Mayor de Lisboa, um bocadinho mais novo. A fachada tem pormenores muito ricos”.
A entrada, contrariamente, não condiz com o resto do edifício.
“A entrada foi a gota de água que fez transbordar a ira e o descontentamento do construtor deste palácio. Na história desapareceu e nunca mais quis saber do edifício. Depois dele estar pronto, penso que realmente ele deve ter gasto a fortuna toda nesta riqueza”, refere Correia Guedes.
Ao cimo da escadaria grande continua o vitral que representa duas figuras, a agricultura e o comércio.
“Foram exactamente, mitologicamente, as figuras que protegeram o construtor do palácio, o comendador Silveira e Paulo”.

Adaptações à actualidade
As necessidades da realidade actual obrigaram a algumas alterações interiores, nomeadamente ao nível de instalações sanitárias, adaptações a deficientes motores, infra-estruturas de telecomunicações e informática e regras de segurança, nomeadamente saídas de emergência e sistemas de alarme.
“Para este edifício ter a funcionalidade que lhe quiseram dar houve necessidade de muni-lo com compartimentos e dispositivos especiais. Em primeiro lugar, os elevadores. Este é um dos edifícios mais altos de Angra do Heroísmo. Tem seis pisos, corresponde a um quinto andar, a torrinha é o quinto andar. É um edifício muito alto, está realmente muito bem dimensionado talvez por isso não se note, houve então que fazer a adaptação dos elevadores, um para pessoas e outro para cargas.
“Houve necessidade também de fazer casas de banho, que são um dos grandes problemas dos edifícios de construção tradicional. Nas casas de banho geram-se grandes quantidades de vapor de água e água no estado líquido também, com grandes infiltrações que, normalmente, podem provocar danos graves na construção de madeira”, refere Correia Guedes.
Segundo explica o engenheiro, a introdução das casas de banho e da estrutura dos elevadores fez-se através de uma coluna de betão que permite evitar os inconvenientes das humidades.
“Para instalar aqui os serviços precisámos de um rede integrada de telecomunicações – telefone e computadores. Tivemos que estudar caso a caso, o encaminhamento das tubagens. Chamo à atenção que é uma das coisas que têm de ser vistas logo de início. Chega-se aqui e quase que não se vêem os cabos.
“Em muitos sítios fizemos passar por baixo do rodapé falso, foi uma ideia do engenheiro Péricles Ortins, que nos ajudou no acompanhamento dos trabalhos dessas especialidades”, acrescenta Correia Guedes.
Este projecto de restauro e adaptação, levada a cabo em cerca de um ano e meio, foi elaborado pela Gestécnica e arquitecto Latino Tavares. As obras foram adjudicadas ao consórcio Ensul/Construtora de Vila Franca e fiscalizadas pela direcção regional da Cultura.
Alguns trabalhos, nomeadamente de cor, dos gessos decorativos, foram realizados por empresas locais e de fora da Região.

Centro de Conhecimento
A recuperação do palacete Silveira e Paulo possibilitou a instalação dos serviços da direcção regional da Cultura e de um Centro de Conhecimento dos Açores, uma espécie de mediateca, aberta ao público, que faculta o acesso a informação sobre a Região em arquivo digital, vídeos ou CDs.
“A ideia é que o edifico não seja ocupado com funções meramente administrativas. Este edifício tem uma carga memorial muito forte, foram gerações e gerações de alunos que por aqui passaram e, por conseguinte, há uma relação muito forte, afectiva, com esta casa.
“Por outro lado, pela sua arquitectura, que é marcante, é quase um edifício único na cidade de Angra, pareceu-nos que deveria ter acessibilidade pública. É esse o entendimento que temos, o património não é de ninguém, é de todos, por essa razão criámos duas zonas de acesso livre, de modo a que as pessoas possam cá vir trabalhar e fluir deste espaço que é lindíssimo, não só pela decoração exterior e interior, mas também pela vista que tem sobre a cidade de Angra”, refere o director regional da Cultura, Vasco Pereira da Costa.
Como refere Correia Guedes “a utilização de edifícios deste género é que permite fazer a sua manutenção.
“A política de ocupação deste edifício com funções, além da satisfação de todas as necessidades tem essa vantagem que é de permitir que o edifício seja mantido”.
O Centro de Conhecimento dos Açores reúne um Núcleo de Estudos Genealógicos; um arquivo fotográfico; arquivo fonográfico; o Inventário do Património Imóvel dos Açores; bibliografia da Região e uma universidade do tempo livre.
Em quatro postos de computador pode consultar-se o arquivo fotográfico dos Açores, que está a ser realizado no âmbito do MEDIAT (Memória Digital Atlântica – fotografia).
Podem ser vistas mais de quinhentas fotografias já arquivadas, divididas por álbuns, devidamente legendadas.
“A ideia é reunir todo o espólio fotográfico à guarda das várias instituições, transportá-lo para um suporte mais fiável e duradouro, de modo a que não se manuseiem os documentos originais e disponibilizá-los ao público”.
“Estamos a trabalhar neste momento o álbum da família Dabney da Biblioteca Pública da Horta, também num acervo fotográfico do dr. Corte Real e Amaral, da Biblioteca Pública de Angra”, exemplifica o director regional da Cultura.
Mas além das fotografias pertencentes à Região, pretende-se arquivar em formato digital todo o espólio fotográfico de particulares.
“Se alguém tiver fotografias em casa que sejam curiosas, que esteja na disposição de emprestá-las, o que nós fazemos é digitaliza-las, pô-las em suporte mais duradouro, tratá-las e utilizá-las nas condições que o proprietário entender, pode ser só para ver aqui, ou servir trabalhos de investigação”, refere.
Simultaneamente, está a ser preparada uma história da fotografia nos Açores.
Nos computadores pode ainda consultar-se o Núcleo de Estudos Genealógicos, que reúne passaportes, registos paroquiais (casamentos, baptismos) que tal como as fotografias estão a ser digitalizadas de modo a poderem ser consultadas e preservadas (já que muitos estão em avançado estado de degradação).
“Tem interesse sobretudo para as comunidades emigrantes. Não imaginam as solicitações que temos para saber até em que barco é que foram, em que dia é que partiram e, claro, para os genealogistas”, refere Vasco Pereira da Costa.
Pode ainda consultar-se em formato digital livros que estão esgotados há muito tempo ou já antigos.
Espólios como o do Rádio Clube de Angra (desde actuações de Amália Rodrigues ou Raul Solnado, à cobertura da Cimeira Nixon/Pompidou) ou de José Noronha Bretão (textos e ensaios em áudio de bailinhos e danças de Carnaval) também começaram a ser introduzidos em computador e passíveis de serem consultados.
A Carta Arqueológica do Açores, que está a ser realizada, também poderá ser consultada. Já podem ver-se fotografias do trabalho do submarino Lula, que neste momento está em Angra.
Além destas informações facultadas pelos meios informáticos, o centro de Conhecimento integra ainda livros, revistas científicas e culturais, vídeos em VHS e CDs, sempre sob o tema Açores.
O objectivo é reunir toda a informação sobre a Região que está dispersa e disponibilizá-la ao público.

Memória Digital Atlântica
O Palacete Silveira e Paulo alberga o laboratório de trabalho do projecto MEDIAT (Memória Digital Atlântica – fotografia), onde se trata, digitaliza e conserva o arquivo fotográfico da Região (que pode ser consultado no Centro de Conhecimento).
O objectivo deste projecto é a preservação do património fotográfico dos Açores, Madeira e Canárias, através da inventariação, catalogação, estabilização e digitalização dos espólios dos três arquipélagos.
Pretende-se a criação de uma base de dados comum às três regiões; a realização de estudos sobre a história da fotografia atlântica; a edição de um roteiro dos arquivos fotográficos dos três arquipélagos e a criação de um portal da fotografia atlântica na Internet. Além de apresentar e divulgar as fotografias, o projecto pretende também comercializá-las, disponibilizando-as a quem estiver interessado.
São parceiros neste projecto a direcção regional da Cultura, a Agência de Desenvolvimento e Inovação de Angra do Heroísmo (composta pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e Câmara do Comércio de Angra), o Photogragraphia-Museu Vicentes (da direcção regional dos Assuntos Culturais da Madeira) e o Centro de Fotografia Isla de Tenerife e a Sociedad Cientifica El Museo Canário, de Las Palmas.

Origem do Palácio
A construção deste palacete deve-se a João Jorge da Silveira e Paulo, originário de uma modesta família de pedreiros e trabalhadores agrícolas de Santo Amaro do Pico, freguesia onde nasceu em 1857 (segundo Jorge Forjaz e António Mendes, em Genealogia da Ilha Terceira).
Fez fortuna em Saio Tomé, com o negócio do cacau, que trouxe prosperidade económica a toda a família, através de um irmão mais velho, Domingos Machado da Silveira e Paulo.
Sob a sua direcção e influência, quatro dos irmãos formaram uma importante sociedade, proprietária da roça “Colónia Açoriana”.
Consolidada a fortuna, João Jorge foi agraciado, no final do século XIX, com uma comenda e o título de fidalgo-cavaleiro da Casa Real.
Adquiriu o solar dos Noronhas, junto à igreja da Conceição, em Angraque mandou demoli-lo e, em seu lugar, construiu o imponente palacete, com mirante. Os trabalhos, dirigidos pelo mestre-de-obras micaelense João da Ponte, iniciaram-se em Abril de 1900.

Escola
O Palacete acabou por ser comprado pelo Estado, em 1937, por 84 contos, por proposta do presidente do Conselho Escolar da Escola Comercial e Industrial Madeira Pinto, Álvaro de Castro Menezes.
Foram no entanto depois dispendidos 146 contos nas obras de reparação e adaptação e 30 contos na aquisição de mobiliário e material didáctico.
A escola, que fora fundada em 1899, começava a funcionar no novo edifício em 6 de Janeiro de 1939.
Aquando da extinção das escolas comerciais e industriais, decorrente da revolução de 25 de Abril, ali funcionou o ciclo preparatório, anexo à escola secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade e o Conservatório Regional, a partir do sismo de 1980. No início deste século foi entregue à direcção regional da Cultura.


publicado por sys.systen às 23:56
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1 comentário:
De Anónimo a 21 de Maio de 2005 às 12:43
Olá, estive à procura da secção de contactos, mas não encontrei, de maneira que faço seguir por aqui.
Preciso urgentemente do contacto do engº correia guedes, que costa da notícia em http://terceira.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_09.html (Palácio Silveira e Paulo).
É bastante urgente!
Obrigada,
sandra Almeidasandra almeida
(http://terceira.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_09.html)
(mailto:sandraoalmeida@sapo.pt)


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